Por definição, trabalhadores são todos os homens e mulheres que exercem atividades para sustento próprio e/ou de seus dependentes, independente, de ter ou não carteira assinada.
Também são considerados trabalhadores os que exercem atividades não remuneradas, participando de atividades econômicas no domicílio; o aprendiz ou estagiário e aqueles temporária ou definitivamente afastados do mercado de trabalho por doença, aposentadoria ou desemprego.
Costumamos considerar como trabalhador apenas as pessoas que tem carteira de trabalho assinada e um local de trabalho definido, mas isso não é verdade, precisamos mudar esse conceito. Mesmo os que não tem direitos trabalhistas por prestarem serviços ou serem autônomos (não terem patrões), são trabalhadores; e para o SUS, tem todo direito à saúde, seja por meio de ações de promoção, proteção, prevenção e vigilância dos ambientes, das condições de trabalho e no acompanhamento das doenças que mais acometem os trabalhadores, com intuito de diminuir suas ocorrências e consequentemente, prevenindo o adoecimento causado pelo trabalho.
Diferente do que acreditamos, a preocupação com as doenças e condições de trabalho, é antiga. Há um texto egípcio de Anastácius V que cita a preservação da saúde e vida do trabalhador; textos judaicos estabelecem “normas de trabalho” e considerações sobre a vida e trabalho causando doenças em indivíduos ati-vos; e no Império Greco-Romano, estudiosos descreveram em seus textos esta relação trabalho-doença.
O fim do Século XVII é considerado um divisor de águas na história do conhecimento sobre as doenças do trabalho, quando em 1700 é publicado “De Morbis Artificum Diatriba” (traduzido para As Doenças dos Trabalhadores), de Bernardo Ramazzini (1633-1714), considerado o “Pai da Medicina do Trabalho” por ter relacionado as doenças ao trabalho, acrescentando a pergunta “Qual a sua ocupação?” ao diagnóstico das doenças.
Com a Revolução Industrial no século XVIII, as alterações tecnológicas geraram grande número de doentes e mutilados devido aos acidentes e doenças relacionados ao trabalho. No Brasil, só no final do século XIX e início do XX é que se iniciam as descrições de associações de doença com o trabalho.
Em 1925, quando foi criada a primeira lista, foram citadas apenas 3 doenças: carbúnculo (infecção de pele), saturnismo (intoxicação por chumbo) e hidrargirismo (intoxicação por mercúrio). A lista foi sendo amplia-a, até os dias atuais, conforme consta no Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde: Doenças Relacionadas ao Trabalho.
Algumas dessas doenças necessitam de uma atenção maior dos trabalhadores e dos profissionais de saúde, pois ocorrem com maior freqüência e devem ser registradas, investigadas e acompanhadas nos sistemas que as monitoram. Estão definidas nas Portarias nº 1271 de 06/06/2014 e nº 1984 de 12/09/14. São elas:
Acidente de Trabalho Grave, Fatal e em Crianças e Adolescentes;
Acidente com Exposição a Material Biológico (Contato com sangue ou líquidos corporais);
Câncer Relacionado ao Trabalho;
Dermatoses Ocupacionais (Doenças de pele e/ou couro cabeludo causadas pelo contato com agentes e produtos físicos e químicos que causam alergia ou irritação);
Também são considerados trabalhadores os que exercem atividades não remuneradas, participando de atividades econômicas no domicílio; o aprendiz ou estagiário e aqueles temporária ou definitivamente afastados do mercado de trabalho por doença, aposentadoria ou desemprego.
Costumamos considerar como trabalhador apenas as pessoas que tem carteira de trabalho assinada e um local de trabalho definido, mas isso não é verdade, precisamos mudar esse conceito. Mesmo os que não tem direitos trabalhistas por prestarem serviços ou serem autônomos (não terem patrões), são trabalhadores; e para o SUS, tem todo direito à saúde, seja por meio de ações de promoção, proteção, prevenção e vigilância dos ambientes, das condições de trabalho e no acompanhamento das doenças que mais acometem os trabalhadores, com intuito de diminuir suas ocorrências e consequentemente, prevenindo o adoecimento causado pelo trabalho.
Diferente do que acreditamos, a preocupação com as doenças e condições de trabalho, é antiga. Há um texto egípcio de Anastácius V que cita a preservação da saúde e vida do trabalhador; textos judaicos estabelecem “normas de trabalho” e considerações sobre a vida e trabalho causando doenças em indivíduos ati-vos; e no Império Greco-Romano, estudiosos descreveram em seus textos esta relação trabalho-doença.
O fim do Século XVII é considerado um divisor de águas na história do conhecimento sobre as doenças do trabalho, quando em 1700 é publicado “De Morbis Artificum Diatriba” (traduzido para As Doenças dos Trabalhadores), de Bernardo Ramazzini (1633-1714), considerado o “Pai da Medicina do Trabalho” por ter relacionado as doenças ao trabalho, acrescentando a pergunta “Qual a sua ocupação?” ao diagnóstico das doenças.
Com a Revolução Industrial no século XVIII, as alterações tecnológicas geraram grande número de doentes e mutilados devido aos acidentes e doenças relacionados ao trabalho. No Brasil, só no final do século XIX e início do XX é que se iniciam as descrições de associações de doença com o trabalho.
Em 1925, quando foi criada a primeira lista, foram citadas apenas 3 doenças: carbúnculo (infecção de pele), saturnismo (intoxicação por chumbo) e hidrargirismo (intoxicação por mercúrio). A lista foi sendo amplia-a, até os dias atuais, conforme consta no Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde: Doenças Relacionadas ao Trabalho.
Algumas dessas doenças necessitam de uma atenção maior dos trabalhadores e dos profissionais de saúde, pois ocorrem com maior freqüência e devem ser registradas, investigadas e acompanhadas nos sistemas que as monitoram. Estão definidas nas Portarias nº 1271 de 06/06/2014 e nº 1984 de 12/09/14. São elas:
Acidente de Trabalho Grave, Fatal e em Crianças e Adolescentes;
Acidente com Exposição a Material Biológico (Contato com sangue ou líquidos corporais);
Câncer Relacionado ao Trabalho;
Dermatoses Ocupacionais (Doenças de pele e/ou couro cabeludo causadas pelo contato com agentes e produtos físicos e químicos que causam alergia ou irritação);
Intoxicações Exógenas (Ingestão, inalação ou absorção de substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados);
LER/DORT - Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho;
Pneumoconioses (Doenças pulmonares causadas por inalação de poeiras);
PAIR ou PAIRO - Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional; Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho (estresse, ansiedade, depressão e alterações de comportamento relacionados ao trabalho).
A partir do próximo informativo, falaremos sobre cada uma delas com mais detalhes.
Pneumoconioses (Doenças pulmonares causadas por inalação de poeiras);
PAIR ou PAIRO - Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional; Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho (estresse, ansiedade, depressão e alterações de comportamento relacionados ao trabalho).
A partir do próximo informativo, falaremos sobre cada uma delas com mais detalhes.
Fontes:
-Guia do ACS O Agente Comunitário de Saúde e o cuidado à saúde dos trabalhadores em sua prática cotidiana– organizado por Thaís Lacerda e Silva e Elizabeth Costa Dias–Belo Horizonte, Nescon/UFMG,2012.
-Doenças Relacionadas ao Trabalho:Manual de procedimentos para os serviços de saúde organizado por Elizabeth Costa Dias, Brasília,2001.
- http://luvasecapacete.blogspot.com.br/2007/11/doena-do-trabalho-historia-das-doenas.html
-http://www.infosolda.com.br/biblioteca-digital/livros-senai/higiene-e-seguranca/2-historico-e-evolucao.html
EXTRAÍDA DO INFORMATIVO DE SAÚDE DO TRABALHADOR
CEREST REGIONAL CAMPO GRANDE
JANEIRO 2015
Ano 1 Número 3
JANEIRO 2015
Ano 1 Número 3



